1. DÍZIMOS E OFERTAS

Lc. 16:10 - Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito.

Deus tem um plano para todas as coisas. Ele planejou a criação; a construção da arca; a construção do tabernáculo. Ele também tem um plano financeiro para manter seu reino aqui na terra. Este plano são as ofertas e de um modo especial o dízimo.

A palavra DÍZIMO tem sua origem no latim e deriva na palavra DÉCIMU, que quer dizer: a décima parte. Quem ama a Deus tem que provar esse amor objetivamente, pois Deus nos ama e provou-o dando seu Filho para no salvar. O dízimo é o mínimo que a Bíblia pede ao crente, e se ele não dá esse mínimo, não se pode crer que tenha amor.

O dízimo é uma OFERTA.

OFERTA é: promessa; dádiva; oblação; oferecimento; oferenda; retribuição de certos atos litúrgicos.

A oferta é muito mais ampla que o dízimo, pois o dízimo é uma das formas de se ofertar.

Existe uma confusão em relação ao dízimo, pois muitos acham que devem dar somente oferta e abominam o dízimo dando somente o que lhes convém.

Outros acham que com o pagamento dos impostos ao governo já cumpriram a sua parte e nada mais têm a contribuir.

Deus autorizou o dízimo como oferta mínima para a sua obra, justamente porque sabia da dureza do coração do homem, principalmente no plano financeiro.

O dízimo por ser uma parte da oferta foi criado com uma finalidade, vamos estudar:

I - A CONTRIBUIÇÃO CRISTÃ

No Velho Testamento a finalidade do dízimo era manter o serviço religioso, Deus o exigiu dos judeus para que houvesse mantimento em sua casa.

Ml. 3:10 - Trazei todos os dízimos a casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos; se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma benção tal, que dela vos advenha a maior abastança.

Desta forma ele era utilizado para manter o culto centralizado em Jerusalém, em um só templo, para toda a nação. E hoje, o dízimo é utilizado para sustentar a causa de Cristo espalhada no mundo inteiro, para se construir milhares de templos, para o sustento do pastor, obreiros, missões, institutos bíblicos, imprensa evangélica, programas de rádio e televisão e sociedades bíblicas.

I Co 9:11-14 - Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? / Se outros participam deste poder sobre vós, porque não, mais justamente, nós? Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo. / Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar? / Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.

Os dízimos também têm sido utilizados na criação de: orfanatos, asilos, hospitais e outras entidades filantrópicas.

O dízimo e os demais tipos de ofertas devem ser utilizados em tudo que foi relatado, pois a Casa do Senhor é uma comunidade, sendo assim constituída: pastores, obreiros, membros, entre os quais: órfãos, idosos, viúvas, deficientes, e todos necessitam de cuidados.

a) O exemplo dos primeiros cristãos:

At. 4:34,35 - Não havia pois entre eles necessita algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. / E repartia-se por cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.

Mostra crentes com uma larga visão do cristianismo e uma nova interpretação dos bens materiais e dos valores eternos. Eles não contribuíram com apenas 10% mas com cem por cento.

b) A contribuição cristã tem que satisfazer a três requisitos:

1º. Tem que ser voluntária: 2 Co 9:7 - "Cada um contribua segundo propôs no seu coração." Ninguém dá o dízimo por imposição ou constrangimento, mas por livre e expontânea vontade. Logo o dízimo satisfaz a este requisito: é voluntário e também consciente.

2º. Tem que ser metódico: 1 Co 16:2 - "No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar." Esta expressão mostra que o Novo Testamento ensina que a contribuição além de ser voluntária deve ser metódica e não desorganizada, avulsa ou de acordo com as necessidades da igreja.

O dízimo satisfaz também a este requisito, porque o dizimista contribui regularmente, por mês ou por semana.

3º. Tem que ser proporcional aos rendimentos: I Co 16:2 - "Conforme a sua prosperidade." Os ofertantes mensalistas ou avulsos não satisfazem esta exigência bíblica, porque sua contribuição não é proporcional aos rendimentos. Só o dízimo é capaz de satisfazer esta exigência. Se o crente resolver contribuir com menos está errado, porque a Bíblia estipula o mínimo de dez por cento.

II - O Dízimo no Velho Testamento

a. O dízimo de Abraão - Gn 14:18-24 - A primeira referência na Bíblia se encontra em Gn 14:20. A naturalidade desta narrativa nos leva a crer que pagar o dízimo era um antigo costume. Babilônios, gregos e árabes pagavam seus dízimos. Geralmente os não dizimistas alegam que o dízimo é da Lei, e nós não precisamos praticá-lo. Neste texto, o dízimo de Abraão é praticado cerca de 500 anos antes da Lei. Portanto, ele foi voluntário; não foi o sacerdote Melquizedeque quem o pediu.

Gn 14:22 revela que Abraão reconheceu que Deus é dono de tudo e este reconhecimento o levou a entregar o dízimo.

Quando o crente reconhece a soberania de Deus sobre tudo o que ele possui, deixa de ter dificuldade em contribuir para a obra de Deus.

Quanto à sua origem nada tem a ver com a Lei, pois surgiu bem antes dela. E se fosse arrancado da Bíblia todo conteúdo da Lei, ainda ficava o dízimo em toda a sua integridade.

b. O dízimo de Jacó: Gn 28:20-22 - Jacó fez um voto de dar o dízimo logo depois de uma profunda experiência espiritual que foi a visão da escada de Betel. Quando o crente é despertado, ele se dispõe a cooperar financeiramente para a expansão do Reino de Deus.

Jacó impôs uma condição para ser dizimista. Esta condição implicava em quatro bênçãos, ele cumpriria seu voto: seria dizimista, a saber:

1ª) PROTEÇÃO: "Se Deus for comigo e me ajudar nesta viagem que faço.";

2ª) ALIMENTO: "e me der pão para comer";

3ª) VESTUÁRIO: "e (me der) vestidos para vestir";

4ª) PAZ: "e em paz (me fizer) tornar à casa de meu Pai.".

E qual é o crente que não goza diariamente desta quádrupla benção? Elas foram motivo bastante forte para que Jacó decidisse pagar o dízimo em sinal de gratidão profunda e sincera.

c. O dízimo na Lei: Lv 27:30-34; Dt 14:29 - A referência de Levítico mostra que o dízimo é santo e é mandamento, logo era dever de todo judeu praticá-lo. A referência de Deuteronômio nos mostra a dupla finalidade do dízimo, que era o sustento do sacerdócio a beneficência, ou seja, o amparo aos necessitados, estrangeiros, órfãos e viúvas.

d. O dízimo na história de Israel: Ne 13:10-12; 2 Cr 31:2-6 - O dízimo era como um termômetro na vida espiritual do povo de Israel. Nos tempos em que se mantinham fiéis a Deus, os israelitas davam o dízimo. Mas vindo tempos de pecado e desobediência, eles deixavam de pagá-lo. Hoje também a finalidade na contribuição é como um termômetro na vida do crente. Quando ele começa a afastar-se de Deus, seu dízimo é uma das primeiras coisas que sofrem. Quando o povo voltava a Deus em arrependimento de pecados, trazia consigo um retorno à prática do dízimo, conforme aconteceu nos tempos de Ezequias e Neemias.

III - O Dízimo no Novo Testamento

O dízimo existiu antes da Lei, durante a Lei e depois da Lei. E este fato prova que ele é uma maravilha universal. Não há no Novo Testamento nenhum mandamento de dar o dízimo porque não haveria necessidade, por se tratar de uma prática generalizada. Nós também guardamos o domingo sem que haja um mandamento para isto.

a) O dízimo de Jesus - Jesus pregou mais sobre o dinheiro do que qualquer outra doutrina. E isto representa mais ou menos um quarto de suas pregações. Ele falou sobre dinheiro 90 vezes. Dos 107 versículos do Sermão do Monte, 22 referem-se ao dinheiro. E das 49 parábolas que contou, 24 mencionam dinheiro.

Jesus declarou que não veio anular a Lei e os profetas, mas veio cumpri-los. E o dízimo tanto é ensinado na Lei como nos Profetas. Certamente o Senhor Jesus era dizimista, porque foi educado em um piedoso lar judeu e todo judeu piedoso era dizimista.

Se Jesus, por curar no sábado, foi acusado de violar a Lei, se Ele não praticasse o dízimo, certamente, teria sido acusado também pelos fariseus.

Em Mateus 23:23 Jesus falou sobre o dízimo. Se alguém não paga o dízimo por alegar que ele é da Lei, então deve verificar que nesta passagem o Senhor fala que o mais importante da Lei é o juízo, a misericórdia e a fé. E qual é o crente que recusa estas três preciosidades só pelo fato de terem elas pertencido à Lei? Da mesma forma não se deve despregar o dízimo pelo fato de ter pertencido à Lei.

Na parte final do versículo, Jesus fala que não se deve omitir (deixar de praticar) o dízimo de tudo, até das hortaliças. Mas se alguém argumentar o fato desta palavras terem sido dirigidas aos fariseus e não a nós, então teríamos que desprezar todos os outros ensinos que Jesus dirigiu a eles. E Jesus falou que se a nossa justiça não for maior que a dos fariseus, de maneira alguma entraremos no reio de Deus: Mt. 5:17. Assim, Jesus colocar para nós um padrão mais elevado do que o dos fariseus. E se ficarmos inferiores a eles na prática do dízimo, estaremos provando que nossa religião produz frutos inferiores aos do farisaísmo

b) O Dízimo a Melquizedeque - Hb 7:1-4; 14-17 - Abraão pagou dízimos a Melquizedeque, que rei e sacerdote de Salém (antiga Jerusalém). Foi rei de justiça e de paz. Ele apareceu na Bíblia cerca de 500 anos antes da Lei e do sacerdócio de Levi. Sem genealogia, sem começo e sem fim de dias. Esse misterioso sacerdote é figura de Cristo que é Rei eterno da Nova Jerusalém. Jesus veio da tribo de Judá, da qual nunca se falou em sacerdócio na Bíblia. Ele é Rei de Jerusalém e da Paz. O eterno Filho de Deus. Por isso a Bíblia o chama de sacerdote eterno segundo a ordem de Melquizedeque, que é uma ordem especial. O sacerdócio de Cristo é o de Melquizedeque e o sacerdócio de Melquizedeque é o sacerdócio cristão ao qual nós estamos vinculados. Este sacerdócio adota o dízimo como sistema de contribuição. Por isso nós pagamos o dízimo: porque Abraão, nosso pai na fé, o pagou também. E em figura, pagou-o ao próprio Cristo.

Em Gl 3:7 Paulo diz que "os que são da fé são filhos de Abraão." E dele nós recebemos esta herança da fé e também a herança da benção, que é o dízimo. Enquanto o dízimo no Velho Testamento era obrigatório e imposto pela Lei, no Novo Testamento ele é voluntário e impulsionado pelo amor de Cristo.

VI - O DÍZIMO NA EXPERIÊNCIA CRISTÃ

a) As razões do dízimo: Dentre as várias razões pelas quais um crente deve ser dizimista, uma é porque os pagãos o eram e pagavam seus dízimos aos seus deuses de barro. Nós não podemos ser menos liberais para com o nosso Deus que é dono da Terra e do Céu.

Outra causa é porque os judeus o pagavam obrigados pela Lei e nós devemos fazê-lo constrangidos pelo amor de Deus e a sua causa. O dízimo deve ser considerado como o mínimo recomendável de contribuição e não como o limite máximo de nossas responsabilidades.

Já que o cristianismo é superior ao judaísmo, o cristão não deve parar onde o judaísmo parou.

O famoso perfumista Colgate começou com 10% e Deus o abençoou tanto até chegar ao ponto de dar 90% e ficar com 10%. Ao pagar o dízimo do Senhor, o crente deve fazê-lo na atitude com que o fizeram Abraão (Gn 14:22) e Davi (I Cr 29:14), expressando seu reconhecimento de que os 100% pertencem ao Senhor e por isso temos que buscar sua orientação para gastar os 90% que ficam para nós, porque eles são tão sagrados como os 10% do Senhor.

b) As bênçãos do dízimo - Ml 3:10-12: O dízimo é uma fonte de bênçãos para a vida do crente. Embora muita ênfase seja dada às bênçãos materiais, as maiores bênçãos advindas da prática do dízimo são espirituais.

O dízimo torna o crente mais ativo e interessado na obra de Deus, pois o próprio Jesus disse que onde estiver o nosso tesouro, aí estará o nosso coração.

A alegria que a prática do dízimo traz é um dos maiores prazeres da vida cristã, de que os não dizimistas ficam privados: At 2:44-46. O crente que é liberal na contribuição muito receba e do Senhor:

2 Co 9:6 - E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.

Lc 6:38 - Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão do vosso regaço: porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo:

Pv 11:24 - Alguns há que espalham, e ainda se lhes acrescenta mais; e outros que retém mais do que é justo, mas é para sua perda.

c) O voto do dízimo - Gn 28:20-22: O dízimo é um voto que o crente faz ao Senhor. Esse voto consiste em uma séria decisão que é uma grande conquista na vida cristã.

Geralmente, após essa decisão o crente é atacado pela "crise do volto", que consiste em dúvidas e incredulidade. O crente precisa vencer essa crise porque se quebrar o voto ele será torturado pela consciência, e isto resultará em fracasso espiritual e financeiro.

Uma vez tomada a decisão de ser dizimista, não convém parar, porque a Bíblia é clara sobre o assunto: Ec 5:4,5 - Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. O que votares, paga-o. / Melhor é que não votes do que votes e não pagues.

Realmente, o dízimo é um desafio que Deus faz à fé do crente. Ele é um teste de fá e obediência. E às vezes Deus prova o crente, não com apenas 10%, mas com 100% da sua renda, conforme aconteceu com a viúva de Serepta que confiou na palavra do profeta Elias, e deu tudo o que possuía e por isso "da panela a farinha não acabou e da botija o azeite não faltou", I Rs 17:8-16. No Novo Testamento encontramos o Sermão de Jesus aos seus discípulos elogiando a viúva pobre que deu tudo o que tinha para seu sustento, e não do que lhe sobrava, como fizeram os ricos.

d) A outra face do dízimo - Ag 1:6,9,10 - Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, mas não vos fartais: bebeis, mas não vos saciais; vesti-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe salário num saco furado. / Olhastes para muito, mas eis que alcançastes pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casas, eu lhe assoprei. Por que causa? disse o Senhor dos Exércitos. Por causa da minha casa, que está deserta, e cada um de vós corre à sua própria casa. / Por isso retém os céus o seu orvalho, e a terra retém os seus frutos.

Até certo ponto, o dízimo é semelhante a uma moeda, pois tem duas faces totalmente diferentes uma da outra. Uma face é bonita, luminosa, positiva, criada por Deus e é a face da benção. A outra face é feia, símbolo de morte, negativa, forjada pelo homem ou por Satanás e é a horrível face da maldição.

V - PERGUNTAS SOBRE OFERTAS E DÍZIMOS

1ª) Quantos tipos de ofertas temos?

R. Temos dois tipos:

a. Oferta para sustento da igreja local que é o dízimo.

b. Ofertas especiais para algo específico, que são chamadas de ALÇADAS.

2ª) Quem deve administrar os dízimos e ofertas?

R. A diretoria da igreja deve administrar, para isso foi constituída. Ela elabora um plano de trabalho que deve ser cumprido. Ninguém tem o direito de dizer aonde deverá ser aplicada a sua oferta, salvo se houver uma campanha específica.

3ª) Como a igreja pode levantar os recursos?

R. Ensinando a mordomia integral para que o crente sinta a responsabilidade, seguindo estes passos:

a. através de palestras;

b. conversas em particular com os infiéis;

c. ensinando os novos convertidos como contribuir, sempre embasados na Palavra:

d. promoção do trabalho de missões, fazendo promoção e divulgando estímulos para elas:

e. ensinando que o louvor inclue a contribuição, tudo o que fazemos, não só o cântico;

f. prestando relatórios freqüentes de como está sendo empregado os recursos;

g. colocando pessoas idôneas na administração (treinar os novos convertidos em serviços administrativos, em trabalhos mais simples, para prova e aprendizado);

h. mede-se o nível espiritual de uma igreja pelos recursos que ela coloca a disposição para missões (abertura de novos trabalhos e envio de obreiros para o campo.)

4ª. Como fazer o uso correto do dinheiro?

R. Temos três maneiras, a saber:

1ª - Ganhe quanto puder:

a. sem prejudicar seu corpo, físico e alma;

b. respeite o bem e a posse do teu próximo;

c. não explore a ingenuidade dos teus clientes;

d. sirva a comunidade:

e. cuide da alma do teu próximo;

f. não faça nada pela metade.

2ª. Economize tudo que puder:

a. não desperdice nada:

b. seja controlado:

c. desejos realizados sempre aumentam mais;

d. não atenda todas as vontades dos seu filhos (pessoais também)

3ª. Distribua tudo que puder:

a. Deus fez você um mordomo responsável;

b. planeje seus gastos e pense em outras pessoas (missões, etc.);

c. examinando as suas motivações (atender aos domésticos na fé);

d. orando pedindo orientação de Deus.

RESULTADO DA FIDELIDADE

SURPRESAS

1ª) pela quantia que dispõe para a obra do Senhor;

2ª) crescimento da sua vida espiritual;

3ª) perceber com que facilidade seus compromissos são pagos e com o que sobre;

4ª) além do dízimo dá ofertas alçadas;

5ª) torna-se responsável sobre a sua parte também;

6ª) fidelidade no pouco pela multiplicação.

4ª. Como deve o comerciante que não tem renda certa pagar seus dízimos?

R. deve fazer um cálculo aproximado e pagar mensalmente, e no fim do ano, quando o contador fizer o balanço, deve repor, e se pagou a mais, poderá descontar no ano seguinte, se o desejar. Se o comerciante é vendedor ambulante e não tem escrita organizada, não deve preocupar-se com a produção no negócio, mas deve pagar o dízimo de tudo.

5ª. O dízimo inclui também o 13º Salário e outras rendas?

R. Sim. Se o crente paga o INSS ou IR sobre qualquer renda, por que não pagar também o dízimo?

6ª. As mesadas que as esposas ou filhos recebem do marido precisam ser dizimadas?

R. Se a mesada foi dizimada já pelo esposo, então ela está isenta do dízimo. E se ela procede de uma renda não dizimada, porque o marido não é crente, ou não é dizimista, então deve-se pagar o seu dízimo. Se já foi dizimada mas a esposa ou filho deseja pagar o dízimo, certamente receberá o seu galardão.

7ª. Como se explica que haja crentes que eram pobres e se tornaram ricos sem nunca terem pago o dízimo?

R. Embora seja membro de uma igreja, este crente talvez não seja salvo e assim sua riqueza não foi benção de Deus, mas foi adquirida à semelhança das dos ímpios, e um dia dará contas de seu fingimento ao Senhor.

8ª. Mesmo o crente que vive do salário mínimo pode pagar o dízimo?

R. Sim, ele pode e deve. O dízimo é um tributo divino tão justo que se torna possível a todo crente, seja qual for sua condição financeira, pois é proporcional aos rendimentos. Os incrédulos pobres chegam a gastar até da sua renda mensal com cigarros, armas de fogo, farra, festas, álcool, etc..

VI - QUATRO CLASSES DE CONTRIBUINTES

Em toda igreja existem quatro classes de contribuintes, que são:

1ª. Os dizimistas fiéis: são os 300 de Gideão, que sempre dão e têm para dar. Quanto mais contribuem, mas têm prazer em contribuir. Esses são os que mantêm o equilíbrio financeiro da igreja.

2ª. Os dizimistas infiéis: são os que assumem o compromisso diante de Deus e da igreja e depois de algum tempo falham ou desistem de uma vez. Outros que também pertencem a esta classe são os que dão apenas uma parte do dízimo, para ver o seu nome na lista da tesouraria. São como Ananias e Safira.

3ª. Os liberais não dizimistas: esta classe é a menos numerosa. Não são contrários ao dízimo e nem combatem os dizimistas. Mas não o são porque ainda não compreenderam a doutrina do dízimo.

4ª. Os anti-dizimistas, mesquinhos e derrotistas: esta classe é a mais numerosa em todas as igrejas. São crentes perigosos e nocivos ao crescimento da obra e do Evangelho. São anti-dizimistas declarados e se opõem a qualquer campanha financeira.

VI - COMENTÁRIOS SOBRE OS DONS E O FRUTO

a) os dons referem-se ao serviço; o fruto está envolvido com o caráter do serviço;

b) os dons são os meios para o fim; o fruto é o fim. O alvo é a maturidade total;

c) os dons é o que o homem tem; o fruto é o que o homem é;

d) os dons são recebidos de alguém; o fruto é produzido no interior de alguém pelo Espírito Santo;

e) os dons estão no plural; o fruto no singular;

f) todos os dons são dados a um só cristão; o fruto está em cada cristão.

ENCERRAMENTO

Análise do comportamento de dois instrumentos:

a. TERMÔMETRO: indica

b. TERMOSTATO: estabiliza

DEUS TAMBÉM OFERTOU:

1ª. túnicas de peles para Adão e Eva:

2ª. Seu filho Jesus para nos remir.

Deus ama ao que dá com alegria. O crente que ainda não é dizimista deve fazer esse voto sagrado ao Senhor e cumpri-lo. O crente deve fazer prova de Deus e pagar seus dízimos com fidelidade, para desfrutar das bênçãos prometidas aos dizimistas e ofertantes.

F I M

(Este estudo foi extraído, em parte, da serva de Deus irmã Marli Doreto).